Cama Compartilhada ou não, eis a questão!

Postado em: 01 de outubro de 2018 às 05:00

Quando Pedro Gabriel nasceu, cama compartilhada nunca foi uma opção para nós. Primeiro que nosso quarto é pequeno, logo nossa cama é pequena, eu ia passar a noite sem conseguir dormir, com medo de sufocá-lo. Segundo que se eu passasse um mês dormindo com ele ao meu lado, sentindo o cheirinho dele, tocando nele toda hora, eu não deixaria mais ele dormir longe de mim pelos próximos vinte anos. Kkkkkkk… Essa separação é muito difícil, principalmente para nós, mães.

No primeiro mês, nos mudamos para o quarto dele, eu dormia na cama auxiliar e meu esposo dormia na rede. No segundo mês, ainda dormi no quarto dele algumas noites. Até que uma bela noite, deitei em nossa cama para assistir a novela com meu esposo, liguei a babá eletrônica do lado e acabei pegando no sono. Acordei com o chorinho dele, fui lá, dei mamá e voltei pro nosso quarto. Nessa noite perdi o medo, eu temia que ele chorasse e eu não acordasse. Até parece né! Mas a babá eletrônica foi minha grande aliada, aliás, é até hoje. Essa foi a nossa escolha!

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é que o bebê durma durante a noite no quarto dos pais até a idade de 6 meses, em berço próprio. Depois, em berço no quarto do bebê. “A literatura científica demonstra que a cama compartilhada aumenta o risco de Síndrome de Morte Súbita do Lactente (SMSL). No ambiente da cama compartilhada, os bebês são expostos a sufocamento pelos travesseiros e lençóis dos pais ou mesmo pelo contato com o corpo deles em sono profundo”, explica a neuropediatra Liubiana Arantes, presidente do Departamento Científico de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Existem recomendações de segurança? Felizmente, elas existem! A API (Attachment Parenting International) reuniu suas principais orientações para a prática segura do sono compartilhado, pois a segurança física é tão importante quanto a emocional no sono de bebês. Essas recomendações não se aplicam apenas à cama compartilhada, mas ao sono compartilhado como um todo e, inclusive, para bebês que dormem em berço. Estas orientações de segurança se aplicam não só a quem pratica a cama compartilhada, mas também para famílias que dividem o quarto com seus bebês.

Confira, nesse trecho retirado do livro Solução para Noites sem Choro, de Elizabeth Pantley, traduzido por Liana Lara, as precauções essenciais que devem ser tomadas para dormir com os filhos. É muito importante atentar para todos os itens para evitar que essa prática se torne prejudicial ou até perigosa para o bebê:

Sua cama deve ser absolutamente segura para seu bebê. A melhor escolha é colocar o colchão no chão, com a certeza de não existir nenhum vão onde seu bebê possa ficar preso. Tenha certeza de ter um colchão plano, firme e liso. Não permita que seu bebê durma em uma superfície macia, tal como cama d´água, sofá, colchões com a parte superior almofadada, poltronas em formato de “pufe” do tipo que se moldam ao corpo, ou qualquer outro móvel com estrutura flexível que possa ceder.

Tenha certeza de ter lençóis sob medida, que permaneçam seguramente ajustados e não se soltem em caso de puxados.

Se sua cama for elevada do chão, utilize uma grade de segurança de estrutura entrelaçada para prevenir seu bebê de rolar para fora da cama e seja especialmente cuidadosa acerca de não existir nenhum espaço entre o colchão e a guarda da cabeceira da cama ou a guarda dos pés da cama.

OBS: Algumas grades de segurança projetadas para crianças mais velhas não são seguras para bebês porque possuem espaços em sua estrutura que possibilitam a passagem de pequenos corpos ou que estes fiquem presos nelas.

Se sua cama é posicionada contra uma parede ou outro móvel, verifique-a toda noite para ter certeza de que não existe nenhum espaço entre o colchão e a parede ou o móvel onde o bebê possa ficar preso.

A criança deve ser colocada entre a mãe e a parede ou a grade de proteção. O pai, irmãos, avós e babás não possuem a mesma consciência instintiva da localização do bebê como sua mãe. Mães: prestem atenção a sua sensibilidade pessoal ao bebê. O seu pequeno deve ser capaz de acordá-la através de um barulho ou movimento mínimo – normalmente até mesmo uma fungada ou ronco é suficiente. Se você descobrir que dorme tão profundamente que somente acorda quando seu bebê emite um choro alto, considere seriamente mudar o bebê para fora de sua cama, talvez para um berço próximo ou ao lado de sua cama.

Utilize um colchão bem grande para fornecer amplitude de espaço e conforto para todos.

Considere a possibilidade de uma arrumação de “cama acoplada”, onde o berço ou segunda cama posiciona-se diretamente ao lado da cama principal.

Tenha certeza de que o quarto aonde seu bebê dorme e todos os outros quartos a que ele possa ter acesso é a prova de crianças. Ele pode sair da cama para uma eventual exploração noturna.

Não durma com seu bebê se você tiver bebido álcool, se tiver usado qualquer droga ou medicação, se você em especial costuma dormir profundamente ou se está sofrendo privação de seu sono e acha difícil acordar-se.

Não durma com seu bebê se você for uma pessoa grande, uma vez que um pai acima do peso constitui-se em risco provado para o bebê, na situação da cama compartilhada. Ele pode rolar na direção da inclinação.

Remova todas as almofadas e cobertores durante os primeiros meses. Utilize extrema precaução quando introduzir almofadas ou cobertores,conforme ele for crescendo. Vista o bebê de forma aquecida para dormir. Uma dica para mamães que amamentam é usar uma camiseta antiga cortada pelo meio em direção à linha do decote, para que não tenha que tirar a roupa. Tenha em mente que o calor do corpo aumenta o aquecimento durante a noite. Tenha certeza que seu bebê não ficará superaquecido.

Não vista roupas de dormir com cordões ou fitas compridas. Não use joia e, se seu cabelo for longo, prenda-o para cima.

Não utilize perfumes ou loções de aromas fortes que possam afetar os sentidos delicados de seu bebê.

Não permita animais de estimação dormindo na cama com seu bebê.

Nunca deixe seu bebê sozinho em uma cama de adulto a não ser que esta cama seja perfeitamente segura para ele, tal como um colchão firme no chão de um quarto à prova de criança, e somente quando você estiver por perto ou atenta, escutando o bebê através de um monitor (babá eletrônica) confiável.

Que muitas famílias fazem cama compartilhada, voluntária ou involuntariamente, é fato inegável. Mesmo que alguns pais fiquem relutantes, é extremamente comum que em algum momento o bebê acaba indo para a cama dos pais e durma junto com eles. Seja por opção da família ou por necessidade, como um bebê doente ou que está acordando bastante para mamar, é importantíssimo saber qual a forma segura do bebê dormir na Cama Compartilhada.

Como em tudo na maternidade, quando o assunto é dividir a cama com os filhos, não há regra fixa, certo ou errado. Existe o que funciona para cada família, sempre levando em conta a segurança da criança.

Se vocês estão tendo dificuldades com o soninho dos filhos, entrem em contato, posso ajudar!

WhatsApp (85)99659-9297
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Email: soninhodeanjo@hotmail.com

 

Uma ótima semana a todos!
Fiquem com Deus e até a próxima! Bjão!!!

Atenciosamente,

Mirian Melo
Consultora do Sono Infantil
Pós-Graduanda em Saúde Materno-Infantil
WhatsApp (85)99659-9297

 

 

Fontes:

http://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/cama-compartilhada/
https://paizinhovirgula.com/orientacoes-de-seguranca-para-cama-compartilhada/
https://pediatriadescomplicada.com.br/2016/09/05/guia-de-seguranca-para-a-cama-compartilhada/
http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2013/01/mamae-posso-dormir-com-voce/

 

 

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