Falando sobre o desfralde

Seu bebê cresceu! Que bom! (?)

Pois é, seu bebê já sabe ir ao bebedouro pegar água, já sabe dizer o que quer almoçar e o que quer de sobremesa. Já pronuncia as palavras de maneira mais clara, já é quase um rapaz – ou mocinha, mas ainda tem uma coisa que o caracteriza bebê: a fralda! É hora de tirar ou não? Você quer avançar essa etapa?

Fralda1

O controle dos esfíncteres é um grande avanço no processo de desenvolvimento infantil. Simboliza que a criança já tem consciência do que está ao seu alcance, do que ela pode controlar e do que ela pode apresentar aos pais como conquista. Essa criança não é mais um bebê e sim, uma criança que já se percebe crescendo e podendo fazer coisas “complicadas”, sem os pais.

Não podemos precisar uma hora certa para o desfralde. Mas também não devemos adiar demais esse momento. Dos 2 aos 5 anos, isso deve acontecer, inclusive a retirada da fralda noturna. Mas cada criança tem um ritmo próprio.

troninho

Uma regra que nunca falha nesse processo, é a valorização que os pais devem passar para as crianças. Não esqueçam, são vocês pais que mostram, através do afeto, o quanto a criança é capaz de realizar. Quando ela percebe que os pais esperam alguma coisa dela, essa coisa fica mais perto de acontecer. A percepção que a criança tem de si, só se forma a partir da percepção que os pais demonstram ter. E isso não é diferente no desfralde. Nesse processo existirão situações em que os pais se sentirão derrotados ou perdidos, mas acreditem: tudo melhora com o tempo! Percebam se a criança já reconhece que quer fazer xixi ou cocô, pergunte a ela, ainda de fralda, se ela quer fazer xixi. Antes do banho convide-a a fazer xixi ou cocô na privada. E sempre que ela conseguir, comemore! Mostre o quanto você ficou feliz por essa conquista.

E não esqueça: cada etapa da vida do seu filho é especial! E essa é uma das melhores, um grande salto pra futura independência desse pequeno, que agora está crescendo.

Kardia

 

By Kárdia Lacerda

Psicóloga clínica, formação em Gestalt terapia.

85-86167618

A importância do teatro na vida das crianças

Olá!!!

Hoje trago uma bate papo muito legal que tive com a querida Esther de Paula, ela que é mãe de dois jovens atores, atriz, artesã e psicologa falou um pouco sobre a importância do fazer teatro na vida das crianças e afirma que o teatro é terapêutico e não terapia como muitos pensam.

Muito legal, confiram o vídeo filmado e editado by Vídeo Mix:

A querida Esther de Paula atende na Clinica Renovatio que fica na Av Edilson Brasil Soares, 1181 em Fortaleza. Ela da orientação para os pais e familiares de crianças que estão fazendo teatro e seu esposo Oldair Soares administra um curso de teatro chamado Ser Teatro no mesmo local. Fica aqui a dica e vale a pena conferir. Saibam mais com a fanpage da Esther.

ser teatro

Espero que tenham gostado, deixe o seu comentário.

Beijo triplo!!!

By Priscylla Brasileiro

A importância da sincronia família-escola

No contexto atual a educação torna-se um desafio ético, moral e social. Educar a partir de valores, buscando aliá-los a formação acadêmico-cognitiva é uma necessidade emergencial.

familia_escola_1_w

Os adolescentes com sua essência, sonhos, ideais, prioridades, inseguranças e fragilidades necessitam, mais do que em qualquer outra fase de desenvolvimento, de referenciais para a construção do seu eu e de sua autonomia. Neste momento família e escola tornam-se pilares fundamentais de sustentação, segurança e referência. Cada um com sua função própria devem estar em plena sincronia de desejos, ações, limites e afetividade, formando assim, a parceria família-escola essencial em sua importância e magnitude.

familia_festaEm hipótese alguma deve existir dualismo ou discordância de ações, pois, a partir do momento que os adolescentes percebem com sua formidável perspicácia esta lacuna, haverá um comprometimento em todo seu processo formativo. Sempre que houver algum questionamento sobre a tomada de decisão da escola, das regras ou eventuais dificuldades busquem o Coordenador responsável, exponham o ponto de vista, as emoções, a conjuntura do momento vivido e juntos entrem em consonância para assim ter um ano escolar pleno em seus amplos aspectos. Emerge daí a necessidade desta caminhada juntos, lado-a-lado, com uma comunicação efetiva e eficaz, tendo como foco o trabalho construtivo e formativo em sua máxima potencialidade.

As conquistas significativas e vitórias da educação dar-se-ão a partir desta sincronia e parceria onde haverá funções distintas tanto para a família quanto para a escola em busca de um mesmo objetivo que é a formação integral do mesmo ser.

1lidyane

 

 

 

 

Lidyane Magalhães

Psicopedagoga e Coord. Escolar

(085) 8690.0244

Aleitamento materno e alergia alimentar

O aleitamento materno, atualmente, salva a vida de seis milhões de crianças a cada ano, sendo essencial para garantir o crescimento, saúde e desenvolvimento do bebê, conferindo benefícios tanto a mãe quanto a criança a curto e longo prazo. Com base em evidências científicas, a Organização Mundial de Saúde recomenda a prática da amamentação exclusiva por seis meses e a manutenção do aleitamento materno acrescido de alimentos complementares até os dois anos de vida ou mais1.

amamentacao

Estudos comprovam que crianças alimentadas com fórmulas artificiais têm maiores chances de apresentar diarréia, infecções respiratórias agudas, infecções no trato urinário, diabetes, doença celíaca, colite ulcerativa, doença de Crohn, leucemia infantil, desnutrição, obesidade, doenças cardiovasculares, menor desenvolvimento cognitivo e alergias2-8. Contudo, a alimentação inadequada muitas vezes se estende para a alimentação complementar, que introduzida de forma precoce traz diversas desvantagens, como: interferência na absorção de nutrientes (principalmente, ferro e zinco), aumento do risco de alergia alimentar, maior ocorrência de doenças crônico-degenerativas na idade adulta e aumento da morbimortalidade. Além disso, com a introdução dos alimentos complementares antes dos 6 meses de idade, a criança passa a ingerir uma menor quantidade de leite humano, diminuindo a produção de leite pela mãe, a duração do aleitamento e a eficácia da lactação como meio contraceptivo e interferindo no comportamento alimentar do bebê. Mesmo em crianças não-amamentadas, a recomendação habitual para a introdução dos alimentos sólidos é apenas após os 4 meses de vida9.

O LEITE DE VACA é frequentemente utilizado em substituição ao leite materno. Logo, as suas proteínas são os primeiros antígenos alimentares com os quais o bebê tem contato, o que o torna o PRINCIPAL ALIMENTO envolvido na gênese da ALERGIA ALIMENTAR nesta idade. A prevalência estimada de alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) é de 2 a 3% em crianças menores de três anos10.
muSintomas da APLV comumente aparecem após dias ou semanas de uso da alimentação com fórmulas baseadas no leite de vaca. É possível a ocorrência de sintomas imediatos ao primeiro consumo, apesar de menos frequente. Os sintomas mais comuns manifestam-se no trato gastrointestinal, trato respiratório e pele. As manifestações clínicas incluem urticária, prurido, vômito, diarreia, náusea, dor abdominal, angioedema, broncoespasmo e constipação, podendo resultar até em choque anafilático11.

Segundo o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar (2007)12, o diagnóstico se dá por uma combinação de testes, uma vez que as manifestações podem ser inespecíficas. O teste mais recomendado é o desencadeamento oral. A ele podendo ser associado à investigação da história clínica, pesquisa de anticorpos e biopsia intestinal.

O tratamento dietético de escolha da APLV é a exclusão do leite de vaca e derivados da dieta. Para os bebês que estão em aleitamento materno exclusivo, recomenda-se a manutenção da amamentação, com a dieta de restrição dos alimentos suspeitos para a mãe nutriz. Em geral, deve ser feita a exclusão de leite de vaca, podendo ser necessária a exclusão de outros alimentos como ovo, soja e amendoim. Para bebês em uso de fórmulas artificiais, recomenda-se o uso de fórmulas hipoalergênicas: extensamente hidrolizadas ou a base de aminoácidos13.

mary

 

 

 

By Maryane Magalhães CRN 9939

Nutrição Gestacional e Pediátrica

(085)3265-6146/ (085)9121-4040

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

1. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Infant and young child feeding: Model Chapter for textbooks for medical students and allied health professionals. 2009.

2. SILFVERDAL, S.; BODIN, L.; OLCÉN, P. Protective effect of breastfeeding: An ecological study of Haemophilus influenzae meningitis and breastfeeding in a Swedish population. International Journal of Epidemiology, v.28, p.152–6, 1999.

3. MARILD, S. et al. Protective effect of breastfeeding against urinary tract infection. Acta Pediatrica, v. 93, p. 164–168, 2004.

4. GDALEVICH, M.; MIMOUNI, D.; MIMOUNI, M.; Breastfeeding and the risk of bronchial asthma in childhood: a systematic review with meta-analysis of prospective studies. Journal of Pediatrics, v. 139, p. 261–6, 2001.

5. ODDY, W. H. et al. The relation of breastfeeding and Body Mass Index to asthma and atopy in children: a prospective cohort study to age 6 years. American Journal of Public Health, v. 94, p.1531–7, 2004.

6. SADAUSKAITE-KUEHNE, V. et al. Longer breastfeeding is an independent predictive factor against development of type 1 diabetes in childhood. Diabetes/Metabolism Research and Reviews, v. 20, p.150–7, 2004.

7. AKOBENG, A. K. et al. Effect of breastfeeding on risk of coeliac disease: a systematic review and meta-analysis of observational studies. Archives of Diseases in Childhood, v. 91, p. 39–43, 2006.

8. KLEMENT, E. et al. Breastfeeding and risk of inflammatory bowel disease: a systematic review with meta-analysis. American Journal of Clinical Nutrition, v. 80, p. 1342–52, 2004.

9. VIEIRA, G. O. et al. Hábitos alimentares de crianças menores de 1 ano amamentadas e não-amamentadas. Jornal de Pediatria, v. 80, p. 411-6, 2004.

10. SUH, J. et al. Natural Course of Cow’s Milk Allergy. The Korean Academy of Medical Sciences, v. 26, p. 1152-8, 2011.

11. CORTEZ, A. P. B. et al. Conhecimento de pediatras e nutricionistas sobre o tratamento da alergia ao leite de vaca no lactente. Revista Paulista de Pediatria, v. 25,p. 106-13, 2007.

12. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA (SBAI). Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar, 2008. Disponível em: < http://www.crn2.org.br/pdf/artigos/artigos1285071282.pdf>. Acesso em: 19 jan. 2013.

13. CASTRO, A. P. B. M. Evolução clínica e laboratorial de crianças com alergia a leite de vaca e ingestão de bebida à base de soja. Revista Paulista de Pediatria, v.23, p. 27-34, 2005.