Falando sobre o desfralde

Postado em: 10 de março de 2014 às 06:03

Seu bebê cresceu! Que bom! (?)

Pois é, seu bebê já sabe ir ao bebedouro pegar água, já sabe dizer o que quer almoçar e o que quer de sobremesa. Já pronuncia as palavras de maneira mais clara, já é quase um rapaz – ou mocinha, mas ainda tem uma coisa que o caracteriza bebê: a fralda! É hora de tirar ou não? Você quer avançar essa etapa?

Fralda1

O controle dos esfíncteres é um grande avanço no processo de desenvolvimento infantil. Simboliza que a criança já tem consciência do que está ao seu alcance, do que ela pode controlar e do que ela pode apresentar aos pais como conquista. Essa criança não é mais um bebê e sim, uma criança que já se percebe crescendo e podendo fazer coisas “complicadas”, sem os pais.

Não podemos precisar uma hora certa para o desfralde. Mas também não devemos adiar demais esse momento. Dos 2 aos 5 anos, isso deve acontecer, inclusive a retirada da fralda noturna. Mas cada criança tem um ritmo próprio.

troninho

Uma regra que nunca falha nesse processo, é a valorização que os pais devem passar para as crianças. Não esqueçam, são vocês pais que mostram, através do afeto, o quanto a criança é capaz de realizar. Quando ela percebe que os pais esperam alguma coisa dela, essa coisa fica mais perto de acontecer. A percepção que a criança tem de si, só se forma a partir da percepção que os pais demonstram ter. E isso não é diferente no desfralde. Nesse processo existirão situações em que os pais se sentirão derrotados ou perdidos, mas acreditem: tudo melhora com o tempo! Percebam se a criança já reconhece que quer fazer xixi ou cocô, pergunte a ela, ainda de fralda, se ela quer fazer xixi. Antes do banho convide-a a fazer xixi ou cocô na privada. E sempre que ela conseguir, comemore! Mostre o quanto você ficou feliz por essa conquista.

E não esqueça: cada etapa da vida do seu filho é especial! E essa é uma das melhores, um grande salto pra futura independência desse pequeno, que agora está crescendo.

Kardia

 

By Kárdia Lacerda

Psicóloga clínica, formação em Gestalt terapia.

85-86167618

A importância do teatro na vida das crianças

Postado em: 26 de fevereiro de 2014 às 05:32

Olá!!!

Hoje trago uma bate papo muito legal que tive com a querida Esther de Paula, ela que é mãe de dois jovens atores, atriz, artesã e psicologa falou um pouco sobre a importância do fazer teatro na vida das crianças e afirma que o teatro é terapêutico e não terapia como muitos pensam.

Muito legal, confiram o vídeo filmado e editado by Vídeo Mix:

A querida Esther de Paula atende na Clinica Renovatio que fica na Av Edilson Brasil Soares, 1181 em Fortaleza. Ela da orientação para os pais e familiares de crianças que estão fazendo teatro e seu esposo Oldair Soares administra um curso de teatro chamado Ser Teatro no mesmo local. Fica aqui a dica e vale a pena conferir. Saibam mais com a fanpage da Esther.

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Espero que tenham gostado, deixe o seu comentário.

Beijo triplo!!!

By Priscylla Brasileiro

A importância da sincronia família-escola

Postado em: 18 de fevereiro de 2014 às 06:00

No contexto atual a educação torna-se um desafio ético, moral e social. Educar a partir de valores, buscando aliá-los a formação acadêmico-cognitiva é uma necessidade emergencial.

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Os adolescentes com sua essência, sonhos, ideais, prioridades, inseguranças e fragilidades necessitam, mais do que em qualquer outra fase de desenvolvimento, de referenciais para a construção do seu eu e de sua autonomia. Neste momento família e escola tornam-se pilares fundamentais de sustentação, segurança e referência. Cada um com sua função própria devem estar em plena sincronia de desejos, ações, limites e afetividade, formando assim, a parceria família-escola essencial em sua importância e magnitude.

familia_festaEm hipótese alguma deve existir dualismo ou discordância de ações, pois, a partir do momento que os adolescentes percebem com sua formidável perspicácia esta lacuna, haverá um comprometimento em todo seu processo formativo. Sempre que houver algum questionamento sobre a tomada de decisão da escola, das regras ou eventuais dificuldades busquem o Coordenador responsável, exponham o ponto de vista, as emoções, a conjuntura do momento vivido e juntos entrem em consonância para assim ter um ano escolar pleno em seus amplos aspectos. Emerge daí a necessidade desta caminhada juntos, lado-a-lado, com uma comunicação efetiva e eficaz, tendo como foco o trabalho construtivo e formativo em sua máxima potencialidade.

As conquistas significativas e vitórias da educação dar-se-ão a partir desta sincronia e parceria onde haverá funções distintas tanto para a família quanto para a escola em busca de um mesmo objetivo que é a formação integral do mesmo ser.

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Lidyane Magalhães

Psicopedagoga e Coord. Escolar

(085) 8690.0244

Aleitamento materno e alergia alimentar

Postado em: 21 de janeiro de 2014 às 09:57

O aleitamento materno, atualmente, salva a vida de seis milhões de crianças a cada ano, sendo essencial para garantir o crescimento, saúde e desenvolvimento do bebê, conferindo benefícios tanto a mãe quanto a criança a curto e longo prazo. Com base em evidências científicas, a Organização Mundial de Saúde recomenda a prática da amamentação exclusiva por seis meses e a manutenção do aleitamento materno acrescido de alimentos complementares até os dois anos de vida ou mais1.

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Estudos comprovam que crianças alimentadas com fórmulas artificiais têm maiores chances de apresentar diarréia, infecções respiratórias agudas, infecções no trato urinário, diabetes, doença celíaca, colite ulcerativa, doença de Crohn, leucemia infantil, desnutrição, obesidade, doenças cardiovasculares, menor desenvolvimento cognitivo e alergias2-8. Contudo, a alimentação inadequada muitas vezes se estende para a alimentação complementar, que introduzida de forma precoce traz diversas desvantagens, como: interferência na absorção de nutrientes (principalmente, ferro e zinco), aumento do risco de alergia alimentar, maior ocorrência de doenças crônico-degenerativas na idade adulta e aumento da morbimortalidade. Além disso, com a introdução dos alimentos complementares antes dos 6 meses de idade, a criança passa a ingerir uma menor quantidade de leite humano, diminuindo a produção de leite pela mãe, a duração do aleitamento e a eficácia da lactação como meio contraceptivo e interferindo no comportamento alimentar do bebê. Mesmo em crianças não-amamentadas, a recomendação habitual para a introdução dos alimentos sólidos é apenas após os 4 meses de vida9.

O LEITE DE VACA é frequentemente utilizado em substituição ao leite materno. Logo, as suas proteínas são os primeiros antígenos alimentares com os quais o bebê tem contato, o que o torna o PRINCIPAL ALIMENTO envolvido na gênese da ALERGIA ALIMENTAR nesta idade. A prevalência estimada de alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) é de 2 a 3% em crianças menores de três anos10.
muSintomas da APLV comumente aparecem após dias ou semanas de uso da alimentação com fórmulas baseadas no leite de vaca. É possível a ocorrência de sintomas imediatos ao primeiro consumo, apesar de menos frequente. Os sintomas mais comuns manifestam-se no trato gastrointestinal, trato respiratório e pele. As manifestações clínicas incluem urticária, prurido, vômito, diarreia, náusea, dor abdominal, angioedema, broncoespasmo e constipação, podendo resultar até em choque anafilático11.

Segundo o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar (2007)12, o diagnóstico se dá por uma combinação de testes, uma vez que as manifestações podem ser inespecíficas. O teste mais recomendado é o desencadeamento oral. A ele podendo ser associado à investigação da história clínica, pesquisa de anticorpos e biopsia intestinal.

O tratamento dietético de escolha da APLV é a exclusão do leite de vaca e derivados da dieta. Para os bebês que estão em aleitamento materno exclusivo, recomenda-se a manutenção da amamentação, com a dieta de restrição dos alimentos suspeitos para a mãe nutriz. Em geral, deve ser feita a exclusão de leite de vaca, podendo ser necessária a exclusão de outros alimentos como ovo, soja e amendoim. Para bebês em uso de fórmulas artificiais, recomenda-se o uso de fórmulas hipoalergênicas: extensamente hidrolizadas ou a base de aminoácidos13.

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By Maryane Magalhães CRN 9939

Nutrição Gestacional e Pediátrica

(085)3265-6146/ (085)9121-4040

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

1. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Infant and young child feeding: Model Chapter for textbooks for medical students and allied health professionals. 2009.

2. SILFVERDAL, S.; BODIN, L.; OLCÉN, P. Protective effect of breastfeeding: An ecological study of Haemophilus influenzae meningitis and breastfeeding in a Swedish population. International Journal of Epidemiology, v.28, p.152–6, 1999.

3. MARILD, S. et al. Protective effect of breastfeeding against urinary tract infection. Acta Pediatrica, v. 93, p. 164–168, 2004.

4. GDALEVICH, M.; MIMOUNI, D.; MIMOUNI, M.; Breastfeeding and the risk of bronchial asthma in childhood: a systematic review with meta-analysis of prospective studies. Journal of Pediatrics, v. 139, p. 261–6, 2001.

5. ODDY, W. H. et al. The relation of breastfeeding and Body Mass Index to asthma and atopy in children: a prospective cohort study to age 6 years. American Journal of Public Health, v. 94, p.1531–7, 2004.

6. SADAUSKAITE-KUEHNE, V. et al. Longer breastfeeding is an independent predictive factor against development of type 1 diabetes in childhood. Diabetes/Metabolism Research and Reviews, v. 20, p.150–7, 2004.

7. AKOBENG, A. K. et al. Effect of breastfeeding on risk of coeliac disease: a systematic review and meta-analysis of observational studies. Archives of Diseases in Childhood, v. 91, p. 39–43, 2006.

8. KLEMENT, E. et al. Breastfeeding and risk of inflammatory bowel disease: a systematic review with meta-analysis. American Journal of Clinical Nutrition, v. 80, p. 1342–52, 2004.

9. VIEIRA, G. O. et al. Hábitos alimentares de crianças menores de 1 ano amamentadas e não-amamentadas. Jornal de Pediatria, v. 80, p. 411-6, 2004.

10. SUH, J. et al. Natural Course of Cow’s Milk Allergy. The Korean Academy of Medical Sciences, v. 26, p. 1152-8, 2011.

11. CORTEZ, A. P. B. et al. Conhecimento de pediatras e nutricionistas sobre o tratamento da alergia ao leite de vaca no lactente. Revista Paulista de Pediatria, v. 25,p. 106-13, 2007.

12. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA (SBAI). Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar, 2008. Disponível em: < http://www.crn2.org.br/pdf/artigos/artigos1285071282.pdf>. Acesso em: 19 jan. 2013.

13. CASTRO, A. P. B. M. Evolução clínica e laboratorial de crianças com alergia a leite de vaca e ingestão de bebida à base de soja. Revista Paulista de Pediatria, v.23, p. 27-34, 2005.

A importância da transição alimentar para a vida do bebê.

Postado em: 14 de janeiro de 2014 às 05:53

É importante para o desenvolvimento do bebê que sua alimentação evolua de acordo com o avanço de sua idade. O bebê possui funções vitais como: sucção, deglutição e respiração, bem como a coordenação entre elas. E precisa ter essas funções preservadas de forma correta para que funções como a mastigação e a fala não sofram alterações.

 

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Foto by Rosangela Nobre.

O bebê deve durante os primeiros 6 meses de vida deverá receber somente leite materno. Fique atenta se o bebé que está a ser amamentado com leite materno apresenta um bom desenvolvimento, se sim, este deverá continuar a ser o seu alimento exclusivo até aos 6 meses; nesse caso, só a partir dessa idade deve iniciar a introdução de alimentos diferentes. Se o bebé está a fazer aleitamento com leite artificial ou se a mãe passa a ter menor disponibilidade, nomeadamente por regressar à sua atividade profissional, a diversificação alimentar poderá ser iniciada aos 4 meses. A função da sucção envolve e colabora no desenvolvimento de vários grupos musculares e parte óssea da região oral, favorecendo o equilíbrio entre as estruturas. Contribuindo, assim, para o estímulo do crescimento da mandíbula, o que propiciará uma harmonia facial, bem como um bom desenvolvimento dos órgãos fonoarticulatórios responsáveis pela articulação dos sons da fala. Fisiologicamente a criança amamentada no peito desenvolverá pelo movimento da mandíbula, a exercitação da mandíbula, musculatura orofacial, bochechas, lábios e língua.

A partir do sexto mês ou em alguns casos no quarto mês, introduza o alimento pastoso. Isso contribuirá para maturação da mandíbula, musculatura orofacial, bochechas, lábios, língua e deglutição. Dentro desse período a mastigação se manifesta pelos movimentos verticais, a língua amassa os alimentos contra o palato. Iniciam-se os movimentos de lateralizarão, a língua começa a lateralizar o alimento.

A partir dos 11 aos 12 meses não há “restrições alimentares” (a não ser que sejam indicadas pelo profissional de saúde que acompanha o crescimento do bebé). O alimento sólido pode ser constante, sem medo. A partir do oitavo mês, os incisivos centrais inferiores descem, e do 1 ano a 1 ano e meio, a mandíbula começa com movimentos rotatórios, a mastigação já tem condições de ser bilateral e os lábios ficam em selamento. Nesta época, já se considera a mastigação com o padrão de adulta.

Lembre-se que o sucesso dessa transição alimentar acarretará em uma boa articulação dos sons da fala, já que esta, está ligada ao equilíbrio das funções neurovegetativas de respiração, sucção, mastigação e deglutição. Cuide do seu bebê e procure um profissional que a oriente como passar por essas etapas e ajudar o seu bebê.

Sugestão de fonte:
http://www.passe.com.pt/public/upload/pdf/pontosnosii/diversificacao_alimentar.pdf
http://bebe.abril.com.br/0-12-meses/alimentacao

Referencia Bibliográfica:
Beuttenmuller,G e Câmara, V.Reequilíbrio da Musculatura Orofacial, Entrelivros, 1989.

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By Priscila Ribeiro

Fonoaudiologia Especialista

Hábitos Bucais Deletérios

Postado em: 18 de dezembro de 2013 às 07:05

Toda mãe se preocupa com o seu filho ou filha, e procura estar bem informada sobre quais os hábitos que podem trazer danos para eles. Falaremos aqui, sobre os hábitos deletérios (que trazem prejuízo) para as crianças. Podemos exemplificar como hábitos orais deletérios o uso da chupeta, sucção digital, sucção dos lábios, sucção da língua, entre outros.

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A sucção é um instinto fisiológico para o bebê, no qual ele satisfaz suas necessidades nutritivas e afetivas. Através dela, o bebê estabelece o primeiro contato com sua mãe, pela amamentação. “A sucção é o meio com o qual a crianças se comunica com o mundo em seus primeiros dias de vida. Por um momento da vida, é fonte de prazer e emoção. Por isso o ato de sugar deve estar completamente disponível através da amamentação materna para que a criança além de ter suas necessidades nutritivas supridas descarregue todas as suas tensões medos e angústias. Caso contrário pode ser desenvolvido, pela criança, algum hábito bucal podendo trazer prejuízos irreversíveis.” Prejuízos causados, por exemplo, pelo uso da chupeta, o acessório número um da bolsa de diversas mamães, que o utilizam para acalmar os pequenos. O próprio nome em inglês já diz tudo: Pacifier. Mas, se por um lado dá prazer, por atender a necessidade básica da sucção, e cessa instantaneamente o choro, do outro, ele poderá ocasionar alguns prejuízos ao desenvolvimento normal da dentição da criança, se não for removido no tempo adequado que segundo a ABOR, é por volta dos 3 anos de idade.

As chupetas também podem favorecer as infecções recorrentes de boca e garganta se a criança tiver o hábito de usá-la durante todo o dia, colocando-a em lugares contaminados e levando-a depois à boca. De acordo com o ortodontista Ricardo Machado Cruz, presidente da Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR), os hábitos bucais chamados deletérios, como chupar chupeta, dedos e lábios, devem ser encarados como problemas sérios em uma clínica ortodôntica, pois podem levar ao aparecimento de maloclusões (dentes desalinhados), alterações na forma do palato (céu da boca). Entretanto, nem todo hábito é capaz de causar alteração na forma das arcadas dentárias ou na posição individual dos dentes”, pondera. Assim, ainda segundo o ortodontista, necessita-se avaliar a freqüência, a duração e a intensidade desse hábito deletério, como também o padrão de crescimento facial da criança. “Cada paciente deve ser avaliado individualmente e, geralmente, outros profissionais afins, como psicólogos, otorrinos e fonoaudiólogos, devem ser consultados. Existem crianças que trazem o hábito de chupar o dedo desde a vida intra-uterina, tornando a remoção do mesmo bem mais difícil”, explica Machado Cruz.

Esses maus hábitos também podem causar distúrbios de fala (alteração na articulação das palavras), alteração no padrão da respiração, desenvolvimento de interposição lingual, alteração no padrão de deglutição, espaçamento na região ântero-superior, protrusão dos incisivos superiores, overjet acentuado, mordida aberta anterior, arco superior estreito, arco inferior amplo, arco achatado na região de incisivos inferiores, largura intercaninos maior no arco superior e inferior, arco maxilar e mandibular mais longos, mordida cruzada posterior, incisivos inferiores inclinado para a lingual, incisivos inferiores verticalizados, incisivos inferiores inclinados para vestibular, lábio superior curto e hipotônico, musculatura do lábio inferior e músculo mentoniano hiperativos, maior prevalência de classe II, ausência de efeito sobre a relação molar ou esquelética, retrognatismo mandibular, aumento de altura facial anterior inferior, perfil mais convexo, aumento da sobre mordida. Abaixo, um exemplo de mordida aberta superior causada pelo hábito de sucção de chupeta. 

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Tratamento

O ideal e recomendável é sempre a amamentação natural, mas quando não é possível, deve-se escolher mamadeiras com bicos ortodônticos que simulem a anatomia do seio materno. Os movimentos feitos pela língua, pelos lábios e pelos músculos da bochechas ao se alimentar com uma mamadeira com bico inadequado, são bem diferentes daqueles utilizados para retirar o leite do seio da mãe. Segundo Machado Cruz, os bebês que usam mamadeiras podem ter dificuldade para sugar o leite materno. Os orifícios nos bicos são bem mais abertos, de modo que eles não precisam fazer nenhum esforço para receber o leite. Já no seio materno, o leite sai em menor quantidade e a criança tem que se esforçar bem mais, trabalhando adequadamente a musculatura. O hábito de uso de chupetas também pode desestimular a criança a mamar no seio materno. Com isso, a produção de leite diminui, a criança fica com fome e não ganha peso, o que leva ao desmame precoce, conta o ortodontista. E a falta de leite da mãe pode deixar as crianças mais vulneráveis à doenças como desnutrição, infecções respiratórias e diarréias.

Entre o hábito de sucção de chupetas e o de sucção de dedos, a sucção de chupetas é menos prejudicial. Mas nesses casos, deve ser utilizada somente dentro do berço, quando for dormir, e nunca deixe acessível à criança o tempo todo.
Cabe ao profissional que possui o primeiro contato com o paciente identificar e encaminhar para outras áreas como fonoaudiologia, ortodontia, odontopediatria e otorrinolaringologia.

Conclusão

Quanto mais cedo a intervenção, menor o risco de prejuízo na vida da criança .Procure um especialista para orientá-lo ou para intervir com um tratamento caso a sua criança já precise de medidas corretivas. Não esqueça: o tempo é um fator fundamental para a mudança. Seja ela positiva ou negativa.

Fontes:
Dr. Ricardo Machado Cruz – Presidente da ABOR
http://leandrafono.blogspot.com.br/

Pri ribeiro

 

 

By Priscila Ribeiro

Fonoaudióloga Especialista

Como Escolher a Escola do seu Filho?

Postado em: 11 de dezembro de 2013 às 07:00

bebe na escolaO início da vida escolar, historicamente, vem sendo antecipada. Outrora o aluno ingressava com três anos de idade, hoje a partir dos quatro meses de vida, as escolas já ofertam vagas e o suporte necessário para recebe-lo em tão tenra idade.

Esse momento de escolhas é conflituoso e delicado para os pais, pois emerge dúvidas como: Qual a idade ideal para iniciar? É preferivel ficar com a babá ou na escola? Qual a escola confiável para matricular meu filho? Questões como estas são exemplos de dúvidas que surgem nesse momento. E este processo, apesar de parecer assustador, é natural e saudável desde que bem administrado.

Bom, o momento ideal para inserir a criança na rotina escolar é aquele que atenda a demanda familiar, podendo ser desde o berçário até a educação infantil. Quanto a escola ideal seria a que possuísse uma estrutura pedagógica e física que atendesse seu filho em suas amplas acepções. Mas é nessa hora que surge mais uma dúvida: Como buscar uma instituição que transmita credibilidade e confiança aos pais? Lembrando que esses dois pontos só serão plenamente correspondidos a partir do dia a dia escolar. Contudo para nortear uma resposta a estas questões elaboramos um check list:

1. Elencar escolas conhecidas e/ou sugeridas que despertam algum interesse;

2. Pesquisar nos meios de comunicação e afins dados acerca da escola;

3. Uma vez adquirido algum conhecimento sobre a instituição, agendar uma visita, preferencialmente no período escolar, para conhecer o funcionamento da mesma;

4. Durante a visita observar e questionar pontos como:

– Estrutura Pedagógica: A proposta Pedagógica que norteia a mesma; a formação dos profissionais; o nível de ensino; a carga horária; as atividades extracurriculares ofertadas; a quantidade de alunos e educadores por sala e o método avaliativo.

– Estrutura Física: Salas de aula; banheiros; pátios; acessibilidade; limpeza e conservação dos ambientes; área de lazer e a segurança.

– Os custos que devem estar dentro do seu orçamento: Material escolar, mensalidade; livros; fardamento; taxas extras já previstas,…

Após a visita e o conhecimento acerca dos itens acima mencionados o ideal é que os pais conversem e juntos observem qual o lugar que atendeu as expectativas e causou maior empatia.

A partir daí é só organizar tudo e boa sorte nesta nova etapa.

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By Lidyane Karbage
Psicopedagoga clínica e Coordenadora Escolar