Terrible Two, a adolescência dos bebês!

Postado em: 22 de abril de 2019 às 05:00

A chegada dos terríveis dois anos

De uma hora para a outra, aquele anjinho que até outro dia era só amor e carinho, decide que sua palavra favorita é “não” e desenvolve alguns hábitos um tanto quanto difíceis de lidar, como se jogar no chão por qualquer motivo ou fazer a maior birra diante de qualquer frustração, seja por não conseguir colocar as meias, não poder escalar um móvel ou não ganhar o que deseja. Se você se identificou com alguma dessas situações, é provável que seu pequeno esteja passando pela adolescência dos bebês, também conhecida como terrible twos ou os terríveis dois anos.

O que são os terrible twos?

Esta fase, que acontece entre 1 ano e meio e 3 anos (quando os pequenos também são chamados de Toddler), tem seu auge nos 2 anos de idade. Fase em que a criança passa a se perceber como indivíduo, com desejos e opiniões próprias, e sente uma enorme necessidade de tomar decisões e fazer escolhas por si mesma. Isso faz com que os pequenos “se rebelem” e se oponham a todas as solicitações dos pais. Aí já viu, né? Tudo vira motivo para espernear, choramingar, se irritar e berrar. A tranquilidade de outrora é substituída por uma explosão de rebeldia e, ao mesmo tempo, o pequeno se desenvolve tão depressa, que você se pega o tempo todo surpreendida com os pequenos atos de autonomia ou frases e perguntas que deixam qualquer adulto encantado, de tanta fofura. É… Não é nada fácil lidar com os altos e baixos desses pequenos “adolescentes”, mas nós podemos ajudar! Preparamos algumas dicas para papais e mamães lidarem melhor com essa fase tão cheia de emoções e desafios!

4 dicas para lidar com os terrible twos

1. Mantenha a rotina o mais estável possível

A chance de os pequenos ficarem irritados e explodirem em uma birra é maior quando eles estão cansados, com fome ou frustrados. Por isso, manter uma rotina saudável e regrada, diminui o estresse da criança de 2 anos. Esteja sempre prevenido(a) com lanchinhos e frutas na bolsa se forem ficar muito tempo fora de casa e procure organizar o dia a dia de vocês para que seu pequeno não fique muito tempo sem dormir ou sem comer. Com certeza isso o deixará mais tranquilo e menos propenso a ter acessos de chilique!

2. Explique com clareza e calma

Quando a criança ficar irritada por algum motivo, prefira conversar com calma. Claro, nem sempre isso é possível. Mas procure ser paciente e muito clara(o) no momento de lidar com alguma birra ou desobediência. Explique, com calma e clareza, que você entende o que está acontecendo, fale sobre os motivos pelos quais ele não pode fazer determinada coisa (ele pode se machucar, se cortar, se queimar) e ofereça alternativas ou se coloque à disposição para ajudá-lo, se o motivo for frustração por não conseguir realizar algo. O diálogo é sempre o melhor caminho para resolver conflitos e fazer a criança se acalmar e compreender o que está acontecendo.

3. Seja paciente

Por mais difícil que seja manter a calma, é muito importante tentar ser paciente. Entenda que essa fase é natural e que todas as crianças passam por isso para construir sua identidade. Muitas vezes, por mais que possa parecer, o pequeno não tem determinadas atitudes para te provocar de propósito, faz parte do desenvolvimento dele testar os limites e buscar independência. Por isso, evite fazer chantagens, bater ou gritar. Isso pode só piorar as coisas. Prefira sempre o diálogo. “O melhor a fazer é esperar o momento crítico passar sem dar muita atenção à criança. Normalmente, quando a birra acaba, elas sentem-se carentes e pedem colo”, afirma Sarah Helena, psicóloga, curadora na Leiturinha e mãe da pequena adolescente Cecília, de 1 ano e meio.

4. Não poupe carinhos, abraços e beijinhos

Em alguns casos, a criança fica tão nervosa que machuca os outros e a si mesma. Nesse momento, uma opção que pode funcionar é abraçá-la, pegá-la no colo e confortá-la. Deixe claro que você entende que ela está sofrendo e que você está ali para ajudá-la. Faça carinho, dê beijinhos e deixe-a se acalmar. Depois, vocês podem conversar para entender o que a deixou tão nervosa. Na maioria das vezes, as birras acontecem porque o pequeno não consegue lidar com suas próprias emoções. Então, aproveite este momento para conversar sobre os sentimentos da criança e ajudá-la a compreendê-los melhor.

Outras dicas que podem ajudar…

Como lidar com crianças desobedientes?

Quando a criança já compreende as regras, os seus direitos e deveres, e, mesmo assim, sempre escolhe confrontá-los, seja em casa ou na escola, é importante que os pais conversem com os filhos de forma calma, colocando-se na mesma altura, e, principalmente, ouvindo-os. Muitas vezes, um comportamento de desobediência está associado a causas secundárias, como o desejo por atenção; sentimentos e emoções com os quais a criança não está conseguindo lidar, como medo, raiva, tristeza; entre outras causas.

O que você precisa saber para lidar com as birras?

A criança começa a chorar e em poucos minutos já está gritando, esperneando e se jogando no chão. Quem nunca passou ou presenciou uma cena dessas não sabe o que é sentir um misto de emoções difícil de explicar e de lidar. As birras dos pequenos conseguem deixar qualquer adulto sem ação, principalmente, quando acontecem em público. Seja porque a criança quer um brinquedo ou porque não quer terminar determinada refeição, na maioria das vezes o que desencadeia as famosas crises de choro é uma palavra bem pequenininha, de apenas três letras: NÃO.

Morder, bater e xingar: quando devemos nos preocupar?

Conforme a criança cresce, aprende a falar, a expressar suas vontades de maneira mais eficiente e compreende o que é certo e errado, é fundamental que os pais expliquem que determinados comportamentos não são legais e que podem, inclusive, magoar ou machucar outras pessoas.

O pediatra Moises Chencinski, membro do departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo, complementa dizendo que não se deve punir o filho por erros, como por exemplo se ele deixar cair sem querer um copo no chão. Mas deve-se puni-lo por pequenas transgressões, como jogar comida no chão, bater nos colegas etc.

“Na hora, o pai ou a mãe deve se abaixar na direção do filho, falar olhando diretamente nos seus olhos e explicar o que houve de errado. Por exemplo: ‘olha, a gente te ama, mas o que você fez foi muito feio e nos deixou triste. Espero que isso não se repita’. É importante usar palavras de carinho junto com a advertência. É necessário conversar e explicar. Demora, mas a criança vai aprender, sem dúvida”, esclarece Chencinski.

Outra sugestão para quem tem filhos pequenos: se por exemplo você for ao supermercado ou a uma loja, antes de sair de casa converse com a criança sobre o programa e já adiante que ela não poderá comprar nada, pois isso ajuda na assimilação da mensagem do que pode e do que não pode ser feito.

Também não ofereça recompensas em troca de bom comportamento. Evite atitudes como “se você ficar quieto eu lhe dou um doce/brinquedo”. Segundo Moisés, esse tipo de costume faz a criança associar boas atitudes a prêmios, o que não é bom para ninguém.

Educação demanda tempo, esforço e paciência, mas é uma responsabilidade dos pais. “Entendo que haja pais que chegam esgotados do trabalho e não tenham tempo e energia para cuidar dos filhos. Por isso, em vez de interagir com a criança, oferecem-lhe um jogo ou o celular para entretê-los. Bom, eu digo que a partir do momento em que a pessoa tem filhos, é importante estimular o vínculo com eles, não dá para esperar que eles sempre se adaptem a sua rotina”, pontua Moises.

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Atenciosamente,

Mirian Melo
Consultora do Sono Materno-Infantil
Pós-Graduanda em Saúde Materno-Infantil
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Fontes

https://leiturinha.com.br/blog/

https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/

 

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