A Influência Negativa das Telas no Desenvolvimento das Crianças

Postado em: 26 de novembro de 2018 às 05:00

Esse tema está muito em alta nos últimos tempos. É muito comum encontrarmos crianças, ou até mesmo bebês, com celulares ou tablets totalmente hipnotizados com aqueles desenhos coloridos, engraçados, musiquinhas legais, que aparentemente não apresentam perigo algum. Mas estudos comprovam que muito tempo de exposição a essas telas traz prejuízos ao desenvolvimento das crianças.

Nosso mundo está completamente digital, e os pequenos usam dispositivos, aplicativos, videogames e internet todos os dias, cada vez mais cedo. Isso está influenciando diretamente no comportamento e relacionamento das famílias. Apesar de os dispositivos facilitarem na busca de pesquisas e na comunicação, o uso desenfreado pode causar danos à saúde. “Por falta ou excesso de alimentação sem padrões de horários, as crianças estão desenvolvendo problemas corporais, como sedentarismo e obesidade”, explica a pediatra Evelyn Einsensteis, secretária do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria, mãe de Domenica e Matheus.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) tem recomendações específicas sobre o tempo de uso desses dispositivos para cada faixa etária. Isso está diretamente relacionado à necessidade de desenvolvimento de acordo com a fase. “Essas orientações são resultado de estudos científicos e observações diárias no atendimento às crianças e adolescentes que apresentam alterações de comportamento”, compartilha Evelyn.

O sono e desempenho nos estudos também podem ser afetados. “Ficar até altas horas no celular ou assistindo a uma série na TV pode bagunçar os horários de sono da criança, isso influencia diretamente nos estudos”, explica Claudio Len, pediatra do Departamento Materno-Infantil do Hospital Albert Einstein, pais de Fernando, Beatriz e Silvia.

A Sociedade Goiana de Pediatria (SGP) promove uma campanha de orientação sobre os riscos do uso de celulares e tablets na infância. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Hospital para Crianças Doentes da Universidade de Toronto, no Canadá, 30 minutos de uso diário desses aparelhos aumenta em 49% as chances de atraso no desenvolvimento da fala de bebês. Para os pediatras, o dado é preocupante e acende um alerta.

“O tempo adequado de exposição às telas de eletrônicos varia de acordo com a idade. Antes dos dois anos não é recomendado. Ainda é preciso conscientizar os pais sobre isso, pois a utilização errada ou excessiva desses aparelhos pode trazer graves consequências mentais e psicossociais para essa geração”, explica o pediatra Fábio Pessoa, coordenador do Departamento de Desenvolvimento e Comportamento da SGP.

Além da fala tardia, há outros prejuízos provocados pelos equipamentos no comportamento e na saúde da criança, como dificuldade de socialização e conexão com outras pessoas, aumento da ansiedade, violência, sedentarismo, transtornos de sono e alimentação, lesões de esforço repetitivo (LER) e redução do desempenho escolar, segundo o Manual de orientação sobre Saúde de Crianças e Adolescente na Era Digital, publicado pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

“Crianças precisam ser crianças. Os estímulos cerebrais são fundamentais para o desenvolvimento na infância. Portanto, é preciso priorizar as brincadeiras ao ar livre, leitura, músicas educativas, afeto familiar, alimentação saudável, rotina adequada de sono e hábitos que não envolvam o uso de smartphones na vida de bebês e crianças”, ressalta Pessoa.

Com menos de 2 anos, a criança precisa de interação social com seus pais e cuidadores para que possam desenvolver habilidades cognitivas, motoras, de linguagem e socioemocionais. “As imagens bidimensionais das telas não são recomendadas, pois a criança não consegue transferir as visões, os ruídos e os movimentos para a experiência real”. Nessa fase os pais devem evitar usar a tecnologia para acalmar ou distrair as crianças, principalmente antes da hora do sono e durante as refeições.

Duas horas por dia é o tempo máximo de uso de tela recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para crianças acima de seis anos e adolescentes. Essa é a orientação dos dois Departamentos Científicos da entidade que abordam o tema: Adolescência e Desenvolvimento e Comportamento.

De acordo com o Manual de Orientação “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, publicado pelo DC de Adolescência em 2016, o tempo de uso da tecnologia digital, também denominado tempo de tela (do inglês screen time), deve ser limitado e proporcional às idades e às etapas do desenvolvimento cerebral-mental-cognitivo-psicossocial das crianças e adolescentes.

Entre as consequências do uso excessivo de tecnologia estão o aumento da ansiedade, a dificuldade de estabelecer relações em sociedade, o estímulo à sexualização precoce, a adesão ao cyberbullying, o comportamento violento ou agressivo, os transtornos de sono e de alimentação, o baixo rendimento escolar, as lesões por esforço repetitivo e a exposição precoce a drogas, entre outros. Todos com efeitos danosos à saúde individual e coletiva, com graves reflexos para o ambiente familiar e escolar.

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Uma ótima semana a todos!
Fiquem com Deus e até a próxima! Bjão!!!

Atenciosamente,

Mirian Melo
Consultora do Sono Infantil
Pós-Graduanda em Saúde Materno-Infantil
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Fontes
http://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/tempo-maximo-de-uso-de-telas-para-criancas-e-adolescentes-sera-um-dos-temas-tratados-em-evento-da-sbp-a-ser-realizado-em-belo-horizonte/
http://www.sbp.com.br/filiada/espirito-santo/noticias/noticia/nid/bebes-que-usam-dispositivos-eletronicos-podem-sofrer-atraso-no-desenvolvimento-da-fala-1/
http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/manual-pais-filhos.pdf

 

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