Como evitar acidentes com as crianças

Postado em: 10 de dezembro de 2018 às 05:00

Decidi falar um pouco sobre esse assunto que tanto nos apavora, os possíveis acidentes com nossos pequenos. As férias já começaram, e aí está um motivo fortíssimo para ficarmos ainda mais atentos, com todas as antenas ligadas e com todos os cuidados atualizados. Precisamos zelar pela segurança e bem-estar dos nossos bens mais preciosos, que são os nossos filhos.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2017, 27.553 crianças foram internadas vítimas de acidentes no Brasil. Acidentes (não só domésticos) mais frequentes de acordo com a idade:

0-1 anos: quedas, asfixia, engasgamento, aspiração de corpos estranhos, intoxicações, queimaduras.
2-4 anos: quedas, asfixia, engasgamento, afogamento, intoxicações, choques elétricos, traumatismos.
5-9 anos: quedas, atropelamentos, queimaduras, afogamentos, choques elétricos, intoxicações, traumatismos.
10-19 anos: quedas, atropelamentos, afogamentos, choques elétricos, intoxicações, traumatismos.

De um a quatro anos, a criança é muito curiosa e experimenta o mundo por meio de seus sentidos (visão, tato, olfato e paladar). Nessa fase, ela está mais independente, mas ainda não percebe as situações de perigo, os riscos de acidentes que existem e não sabe se proteger deles.

Nessa faixa etária, o afogamento é a primeira causa de morte por acidente e, é importante destacar que pode acontecer até mesmo em recipientes com apenas dois dedos de água. Além disso, acidentes de trânsito, queimaduras e engasgamento também vitimizam muitas crianças de um a quatro anos todos os anos. Sabia, por exemplo, que as quedas são a principal causa de acidentes domésticos com crianças?

As crianças pequenas não têm capacidade para avaliar o perigo, e qualquer objeto que encontram em casa pode transformar-se num brinquedo muito interessante. Botões, tampas e rolhas de garrafas, moedas, pregos pequenos, parafusos e até brinquedos com peças pequenas são uma atração irresistível para crianças até aos três anos, que gostam de levar tudo à boca. Mas consistem num grande perigo, pois podem engasgar-se e até sufocar.

Todos os anos são registrados inúmeros casos de ingestão, por parte de crianças, de produtos de utilização doméstica reconhecidos como perigosos como, por exemplo, alguns medicamentos, combustíveis líquidos e solventes, preparações fortemente ácidas ou alcalinas e produtos utilizados em jardinagem.

Não se limite a proibir as crianças de fazerem isto ou aquilo; deve procurar ensiná-las e alertá-las para os riscos que certos atos envolvem, para que elas possam desenvolver a noção do que é o perigo e do que são comportamentos perigosos. Mesmo quando as crianças são pequenas e a explicação requer muita paciência. E, sobretudo, dê o exemplo: as crianças imitam os adultos.

Sempre que necessário, explique à criança porque algumas ações são permitidas a você e a ela não, apontando razões de idade, capacidade, responsabilidade, segurança, etc. Confira a seguir algumas dicas para prevenção dos acidentes.

AFOGAMENTO

No Brasil, os afogamentos são a segunda maior causa de morte e a sétima de hospitalização por motivos acidentais entre crianças com idade de zero a 14 anos.

• Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, garanta que um adulto estará as supervisionando de forma ativa e constante o tempo todo;
• Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso;
• Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também;
• Fique atento! Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio;
• Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças ou simular que estão se afogando quando estiverem na piscina, lago, rio ou mar.

QUEDA

As quedas são hoje a principal causa de internação por motivos acidentais de crianças e adolescentes de zero a 14 anos no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2017, 51.928 crianças dessa faixa etária foram hospitalizadas vítimas de quedas.

• As crianças devem brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são lugares para brincar;
• Use portões de segurança no topo e na base das escadas e corrimão. Caso a escada seja aberta, instale redes de proteção ao longo dela;
• Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos. Os espaços das redes e grades devem ser de no máximo 6 cm;
• Mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas, pois eles podem facilitar que crianças os escalem e se debrucem para fora do prédio ou casa;
• Cuidado com pisos escorregadios e coloque antiderrapante nos tapetes;
• Crianças com menos de seis anos não devem dormir em beliches. Se não tiver escolha, coloque grades de proteção nas laterais;
• Nunca coloque o bebê conforto em lugares altos, com superfícies lisas e escorregadias, como mesas e balcões;
• Mantenha sempre uma mão segurando o bebê durante a troca de fraldas. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis, mesmo que seja por pouco tempo;
• O uso de andadores não é aconselhado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Além de comprometerem o desenvolvimento saudável da criança, podem causar sérias quedas.

QUEIMADURAS

Segundo o Ministério da Saúde, em 2017, 20.864 crianças com idade de zero a 14 anos foram hospitalizadas vítimas de queimaduras. Entre os acidentes que podem acontecer com crianças, um dos mais devastadores é a queimadura, que todos os anos deixa milhares de crianças com sequelas permanentes.

• Mantenha as crianças longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições;
• Cozinhe nas bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para dentro, para evitar que as crianças entornem os conteúdos sobre elas. O uso de protetores de fogão é um cuidado a mais para evitar que a criança tenha acesso às panelas;
• Evite cuidar, ficar perto ou carregar as crianças no colo enquanto mexe em panelas no fogão ou manipula líquidos quentes. Até um simples cafezinho pode provocar graves queimaduras na pele de um bebê;
• Não utilize toalhas de mesa compridas ou jogos americanos. As crianças podem puxar esses tecidos, causando escaldadura ou queimadura de contato;
• Durante o banho do bebê, coloque primeiro a água fria e verifique a temperatura da banheira imergindo a mão inteira na água, espalhando os dedos e movendo a mão por toda a extensão da banheira, para ter certeza de que não há nenhum ponto muito quente;
• Não deixe as crianças brincarem por perto quando você estiver passando roupa ou utilizando outro aparelho que produza calor, como secador de cabelo. Ao utilizá-los, desligue, tire da tomada e os guarde longe do alcance das crianças;
• Fogos de artifício devem ser manipulados por profissionais e nunca por crianças. Nas festas juninas não permita brincadeiras com balões ou de saltar fogueira;
• Brinquedos elétricos podem causar queimaduras. Evite brinquedos com elementos de aquecimento, como baterias e tomadas elétricas, para crianças com menos de oito anos.

SUFOCAÇÃO OU ENGASGAMENTO

A sufocação ou obstrução das vias aéreas é a primeira causa de morte acidental de bebês até um ano de idade. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016, 826 crianças de até 14 anos morreram vítimas de sufocação. Desse total, 636 tinham menos de um ano de idade.

Engasgo por alimento
• Corte os alimentos em pedaços bem pequenos na hora de alimentar a criança;
• Não dê alimentos redondos e duros, como uvas, pipoca, cenoura crua e nozes para crianças;
• Ensine a criança a comer sentada e com a boca fechada. Isso ajudará a prevenir que a criança tente falar e comer ao mesmo tempo;

Engasgo com brinquedos
• Ao escolher os brinquedos para uma criança, considere sua idade, interesse e nível de habilidade. Siga as recomendações do fabricante e procure brinquedos com selo do Inmetro;
• Brinquedos para crianças maiores podem ser perigosos para as menores e devem ser guardados separadamente;
• Inspecione regularmente os brinquedos à procura de danos que podem resultar em algum acidente enquanto a criança os manuseia. Observe se alguma parte pequena pode se soltar, se existem pontas afiadas ou arestas. Caso encontre algum problema, conserte o brinquedo imediatamente ou mantenha-o fora do alcance da criança;
• Evite utilizar balões de látex (bexigas). Se realmente precisar utilizá-los, guarde-os fora do alcance das crianças e supervisione-as durante toda a brincadeira. Não permita que crianças encham balões e tenha muito cuidado com os pedaços de bexigas estouradas, pois podem ser acidentalmente ingeridos pelas crianças e ocasionar sérias consequências. Após o uso, esvazie as bexigas e descarte-as juntamente com eventuais pedaços.

Momento de dormir
• Use berços certificados pelo Inmetro e que sigam as normas de segurança da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas);
• Verifique se as grades de proteção do berço estão fixas e se a distância entre elas não é maior do que 6 cm;
• Bebês devem dormir em colchão firme, de barriga para cima, cobertos até a altura do peito com lençol ou manta presos embaixo do colchão e os bracinhos para fora. O colchão deve estar bem preso ao berço (não mais que dois dedos de espaço entre o berço e o colchão) e sem qualquer embalagem plástica;
• Remova do berço todos os brinquedos, travesseiros, cobertores, protetor de berço e qualquer outro objeto macio quando o bebê estiver dormindo. Isso ajuda a reduzir o risco de asfixia.

Uma ótima semana a todos!
Fiquem com Deus e até a próxima! Bjão!!!

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Atenciosamente,

Mirian Melo
Consultora do Sono Infantil
Pós-Graduanda em Saúde Materno-Infantil
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Fontes

http://media.rtp.pt/agoranos/artigos/como-prevenir-acidentes-domesticos-com-criancas

https://criancasegura.org.br/dicas/dicas-de-prevencao-um-quatro-ano

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