Os alimentos podem favorecer ou atrapalhar o sono das crianças

Postado em: 22 de outubro de 2018 às 05:00

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Animados Zoo cria livrinho com 4 dicas de artesanato

Postado em: 21 de janeiro de 2018 às 06:14

Animados Zoo informa: atividades de aprendizado e de interação são fundamentais para os pequenos se ocuparem. Fique mais próximo deles e torne esse período de férias mais divertido. [ Leia mais ]

Aleitamento materno e alergia alimentar

Postado em: 21 de janeiro de 2014 às 09:57

O aleitamento materno, atualmente, salva a vida de seis milhões de crianças a cada ano, sendo essencial para garantir o crescimento, saúde e desenvolvimento do bebê, conferindo benefícios tanto a mãe quanto a criança a curto e longo prazo. Com base em evidências científicas, a Organização Mundial de Saúde recomenda a prática da amamentação exclusiva por seis meses e a manutenção do aleitamento materno acrescido de alimentos complementares até os dois anos de vida ou mais1.

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Estudos comprovam que crianças alimentadas com fórmulas artificiais têm maiores chances de apresentar diarréia, infecções respiratórias agudas, infecções no trato urinário, diabetes, doença celíaca, colite ulcerativa, doença de Crohn, leucemia infantil, desnutrição, obesidade, doenças cardiovasculares, menor desenvolvimento cognitivo e alergias2-8. Contudo, a alimentação inadequada muitas vezes se estende para a alimentação complementar, que introduzida de forma precoce traz diversas desvantagens, como: interferência na absorção de nutrientes (principalmente, ferro e zinco), aumento do risco de alergia alimentar, maior ocorrência de doenças crônico-degenerativas na idade adulta e aumento da morbimortalidade. Além disso, com a introdução dos alimentos complementares antes dos 6 meses de idade, a criança passa a ingerir uma menor quantidade de leite humano, diminuindo a produção de leite pela mãe, a duração do aleitamento e a eficácia da lactação como meio contraceptivo e interferindo no comportamento alimentar do bebê. Mesmo em crianças não-amamentadas, a recomendação habitual para a introdução dos alimentos sólidos é apenas após os 4 meses de vida9.

O LEITE DE VACA é frequentemente utilizado em substituição ao leite materno. Logo, as suas proteínas são os primeiros antígenos alimentares com os quais o bebê tem contato, o que o torna o PRINCIPAL ALIMENTO envolvido na gênese da ALERGIA ALIMENTAR nesta idade. A prevalência estimada de alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) é de 2 a 3% em crianças menores de três anos10.
muSintomas da APLV comumente aparecem após dias ou semanas de uso da alimentação com fórmulas baseadas no leite de vaca. É possível a ocorrência de sintomas imediatos ao primeiro consumo, apesar de menos frequente. Os sintomas mais comuns manifestam-se no trato gastrointestinal, trato respiratório e pele. As manifestações clínicas incluem urticária, prurido, vômito, diarreia, náusea, dor abdominal, angioedema, broncoespasmo e constipação, podendo resultar até em choque anafilático11.

Segundo o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar (2007)12, o diagnóstico se dá por uma combinação de testes, uma vez que as manifestações podem ser inespecíficas. O teste mais recomendado é o desencadeamento oral. A ele podendo ser associado à investigação da história clínica, pesquisa de anticorpos e biopsia intestinal.

O tratamento dietético de escolha da APLV é a exclusão do leite de vaca e derivados da dieta. Para os bebês que estão em aleitamento materno exclusivo, recomenda-se a manutenção da amamentação, com a dieta de restrição dos alimentos suspeitos para a mãe nutriz. Em geral, deve ser feita a exclusão de leite de vaca, podendo ser necessária a exclusão de outros alimentos como ovo, soja e amendoim. Para bebês em uso de fórmulas artificiais, recomenda-se o uso de fórmulas hipoalergênicas: extensamente hidrolizadas ou a base de aminoácidos13.

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By Maryane Magalhães CRN 9939

Nutrição Gestacional e Pediátrica

(085)3265-6146/ (085)9121-4040

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

1. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Infant and young child feeding: Model Chapter for textbooks for medical students and allied health professionals. 2009.

2. SILFVERDAL, S.; BODIN, L.; OLCÉN, P. Protective effect of breastfeeding: An ecological study of Haemophilus influenzae meningitis and breastfeeding in a Swedish population. International Journal of Epidemiology, v.28, p.152–6, 1999.

3. MARILD, S. et al. Protective effect of breastfeeding against urinary tract infection. Acta Pediatrica, v. 93, p. 164–168, 2004.

4. GDALEVICH, M.; MIMOUNI, D.; MIMOUNI, M.; Breastfeeding and the risk of bronchial asthma in childhood: a systematic review with meta-analysis of prospective studies. Journal of Pediatrics, v. 139, p. 261–6, 2001.

5. ODDY, W. H. et al. The relation of breastfeeding and Body Mass Index to asthma and atopy in children: a prospective cohort study to age 6 years. American Journal of Public Health, v. 94, p.1531–7, 2004.

6. SADAUSKAITE-KUEHNE, V. et al. Longer breastfeeding is an independent predictive factor against development of type 1 diabetes in childhood. Diabetes/Metabolism Research and Reviews, v. 20, p.150–7, 2004.

7. AKOBENG, A. K. et al. Effect of breastfeeding on risk of coeliac disease: a systematic review and meta-analysis of observational studies. Archives of Diseases in Childhood, v. 91, p. 39–43, 2006.

8. KLEMENT, E. et al. Breastfeeding and risk of inflammatory bowel disease: a systematic review with meta-analysis. American Journal of Clinical Nutrition, v. 80, p. 1342–52, 2004.

9. VIEIRA, G. O. et al. Hábitos alimentares de crianças menores de 1 ano amamentadas e não-amamentadas. Jornal de Pediatria, v. 80, p. 411-6, 2004.

10. SUH, J. et al. Natural Course of Cow’s Milk Allergy. The Korean Academy of Medical Sciences, v. 26, p. 1152-8, 2011.

11. CORTEZ, A. P. B. et al. Conhecimento de pediatras e nutricionistas sobre o tratamento da alergia ao leite de vaca no lactente. Revista Paulista de Pediatria, v. 25,p. 106-13, 2007.

12. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA (SBAI). Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar, 2008. Disponível em: < http://www.crn2.org.br/pdf/artigos/artigos1285071282.pdf>. Acesso em: 19 jan. 2013.

13. CASTRO, A. P. B. M. Evolução clínica e laboratorial de crianças com alergia a leite de vaca e ingestão de bebida à base de soja. Revista Paulista de Pediatria, v.23, p. 27-34, 2005.

A importância da transição alimentar para a vida do bebê.

Postado em: 14 de janeiro de 2014 às 05:53

É importante para o desenvolvimento do bebê que sua alimentação evolua de acordo com o avanço de sua idade. O bebê possui funções vitais como: sucção, deglutição e respiração, bem como a coordenação entre elas. E precisa ter essas funções preservadas de forma correta para que funções como a mastigação e a fala não sofram alterações.

 

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Foto by Rosangela Nobre.

O bebê deve durante os primeiros 6 meses de vida deverá receber somente leite materno. Fique atenta se o bebé que está a ser amamentado com leite materno apresenta um bom desenvolvimento, se sim, este deverá continuar a ser o seu alimento exclusivo até aos 6 meses; nesse caso, só a partir dessa idade deve iniciar a introdução de alimentos diferentes. Se o bebé está a fazer aleitamento com leite artificial ou se a mãe passa a ter menor disponibilidade, nomeadamente por regressar à sua atividade profissional, a diversificação alimentar poderá ser iniciada aos 4 meses. A função da sucção envolve e colabora no desenvolvimento de vários grupos musculares e parte óssea da região oral, favorecendo o equilíbrio entre as estruturas. Contribuindo, assim, para o estímulo do crescimento da mandíbula, o que propiciará uma harmonia facial, bem como um bom desenvolvimento dos órgãos fonoarticulatórios responsáveis pela articulação dos sons da fala. Fisiologicamente a criança amamentada no peito desenvolverá pelo movimento da mandíbula, a exercitação da mandíbula, musculatura orofacial, bochechas, lábios e língua.

A partir do sexto mês ou em alguns casos no quarto mês, introduza o alimento pastoso. Isso contribuirá para maturação da mandíbula, musculatura orofacial, bochechas, lábios, língua e deglutição. Dentro desse período a mastigação se manifesta pelos movimentos verticais, a língua amassa os alimentos contra o palato. Iniciam-se os movimentos de lateralizarão, a língua começa a lateralizar o alimento.

A partir dos 11 aos 12 meses não há “restrições alimentares” (a não ser que sejam indicadas pelo profissional de saúde que acompanha o crescimento do bebé). O alimento sólido pode ser constante, sem medo. A partir do oitavo mês, os incisivos centrais inferiores descem, e do 1 ano a 1 ano e meio, a mandíbula começa com movimentos rotatórios, a mastigação já tem condições de ser bilateral e os lábios ficam em selamento. Nesta época, já se considera a mastigação com o padrão de adulta.

Lembre-se que o sucesso dessa transição alimentar acarretará em uma boa articulação dos sons da fala, já que esta, está ligada ao equilíbrio das funções neurovegetativas de respiração, sucção, mastigação e deglutição. Cuide do seu bebê e procure um profissional que a oriente como passar por essas etapas e ajudar o seu bebê.

Sugestão de fonte:
http://www.passe.com.pt/public/upload/pdf/pontosnosii/diversificacao_alimentar.pdf
http://bebe.abril.com.br/0-12-meses/alimentacao

Referencia Bibliográfica:
Beuttenmuller,G e Câmara, V.Reequilíbrio da Musculatura Orofacial, Entrelivros, 1989.

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By Priscila Ribeiro

Fonoaudiologia Especialista

Alergia Alimentar

Postado em: 13 de novembro de 2013 às 07:40

Olá!!!

Hoje vim falar sobre um tema muito sério, alergia alimentar. Antes de continuar quero deixar bem claro que não sou médica e que vou apenas expor tudo que aprendi sobre esse assunto, com minha experiência de mãe de dois bebês alérgicos.

COMO TUDO COMEÇOU

Quando Babi nasceu, ela chorava muito, mas muito mesmo, com a barriguinha estufada e tinha muita constipação. As únicas pessoas que conseguiam acalma-la eram minha mãe e a babá. Eu cheguei a achar que minha filha não gostava de mim, pois comigo ela continuava aos gritos, mas eu estava muito nervosa com tudo isso e com certeza passava isso para minha bebê, por isso ela não se acalmava comigo. A principio todos diziam ser cólica, mas nada resolvia. Tentamos massagem e um tratamento com Endorus, medicamento passado pela pediatra, e nada funcionou. Até que a Dra mandou dar leite sem lactose para ela. Gente, ela mudou, virou outra criança. Passou a ficar no berço, a dormir sozinha, mais e melhor. Parou de ter constipação. Tudo de bom!!! E eu parei de achar que minha filha não me amava, ufa!!! A Dra deu o diagnostico de intolerância a lactose (IL).

Alguns meses depois, a pedi notou que o Biel tinha parado de crescer e de ganhar peso, além disso, ele sempre teve problema de refluxo, chegou a golfar pelo nariz e ficar roxo com o nariz entupido. Nessa hora ele estava no banho de sol com a babá que imediatamente sugou o leite do nariz dele com a boca e salvou meu filho, serei eternamente grata a ela, que fez a metade do curso de enfermagem e, por isso, soube como proceder. Viram como é importante ter uma babá enfermeira em casa? Ah, não posso deixar de mencionar que meu bebê também tinha as fezes mole. Com todo esse quadro clinico a Dra deu o diagnostico de alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

O que é APLV? De acordo com o que eu aprendi, é quando o corpo entende que a proteína do leite é um inimigo e cria anticorpos para lutar contra ela. Isso causa muitos problemas e dependendo do grau da alergia pode ser letal. Isso também pode acontecer com outros alimentos como carne vermelha, peixe e ovo, dentre outros.

EXAMES

Existem dois tipos de exame, que eu conheça, o de sangue que mede o IgE e o de sangue oculto (SO) nas fezes. Existem casos de crianças em que aparecem raios de sangue nas fezes, e aí não precisa fazer o SO. Não adianta muito fazer exames de sangue em crianças menores de 2 anos, pois os resultados não são fidedignos. Mas, mesmo assim eu fiz e, como já era o esperado, deu IgE negativo para ambos em tudo.
Mas, o que é IgE? Bom, não sou médica, nem sou da área da saúde, mas vou explicar da forma que eu entendo (médicos e especialistas podem me corrigir se eu estiver errada). O IgE é um anticorpo, quem é alérgico tem um alto grau desse IgE. Existem várias classes de alergia de acordo com o resultado desse IgE. Se ele for menor 0,10 para certo alimento, significa que a pessoa não é alérgica a esse alimento. Mas, mesmo assim, com esse resultado negativo a criança menor de 2 anos pode ser alérgica. Esse é o caso dos meus filhos, por isso chama-se alergia não mediana. A boa noticia é que, geralmente, nesses casos de alergia não mediada, se tratada cedo e bem direitinho, essa alergia some depois dos 2 anos.

TRATAMENTO

E qual é o tratamento? Exclusão total de leite na alimentação da criança. E aí entra a história dos traços, que é super chata. É o seguinte, o leite deixa resíduos em utensílios de plástico. E um grão de leite faz o mesmo efeito de uma mamadeira cheia de leite. Resultado, tive que trocar liquidificador, mamadeiras, talheres, panelas, TUDO. Sempre tive uma esponja e uma bacia só para lavar as coisas deles e isso permaneceu, só tive que trocar a esponja, o que já é de costume, e a bacia. Um prejuízo financeiro, porém necessário. Eu não podia nem dar a comida de um restaurante para eles, pois as panelas dos restaurantes estão cheias de traços de leite. As papinhas da Nestlé me salvam até hoje.

Logo descobri um grupo muito legal no facebook, que eu super indico para você que esta passando por esse problema, o grupo se chama “Meu filho tem alergia alimentar”. A Daniara Pessoa é uma das moderadoras e ela me ajudou bastante, muito do que eu sei e escrevi aqui aprendi com ela, que agora é Especialista em Ciência de Alimentos e esta cursando Nutrição (depois farei uma postagem só falando sobre esse trabalho que ela faz, que é super importante). Foi ela quem indagou se a Babi realmente teve intolerância a lactose (IL) e me indicou a Dra Janaira especialista em alergia alimentar aqui em Fortaleza. Infelizmente a Dra Janaira não atende pelo plano de saúde, mas vale a pena pagar a consulta, e, infelizmente esta lotada, para novos pacientes ela só deve ter consulta para daqui a alguns meses, mas eu esperei e valeu a pena. A Daniara também me orientou a procurar uma gastro com urgência e me indicou a Dra Lucia, que atende pela Unimed, e também é lotada, mas vale a pena ir nela. Foi quando tentei introduzir o Nestogeno na alimentação da Babi e muitas manchas vermelhas apareceram na pele dela. Resultado, Babi também tem APLV e não IL. O exame de SO deu positivo, confirmando a alergia.

Então aprendi que recém nascidos raramente tem IL, na grande maioria dos casos eles tem APLV. O curioso é que Babi se deu super bem com o leite sem lactose, e esse tem a proteína do leite. Mas parece que a alergia dela é muito baixa e por isso ela tolerou bem o leite sem lactose. Minha princesa passou a tomar leite de soja com 5 meses e ao descobrirmos que ela tem APLV passou a tomar o Pregomin, hoje voltou a tomar o leite de soja. Semana passada, tentei introduzir o leite ninho na alimentação dela, mas foi sem sucesso, pois ela teve diarreia. Biel toma o Neocate, pois não se deu com o Pregomim. Ambos já não reagem a traços e já comem de quase tudo. Biel, no começo, teve reação à carne vermelha e ao ovo, mas já consegue ingerir esses alimentos sem reagir, o que é um grande progresso. Espero que na próxima consulta a Dra Lucia já mude o leite do Biel para o Pregomim e que em breve ambos estejam curados. Ambos estão no Programa do Leite e recebem esse leite pelo Governo.

APLV E A AMAMENTAÇÃO

Não posso encerrar sem falar que se seu filho tem APLV e você amamenta, você tem que fazer uma dieta de exclusão total de leite, pois tudo que você ingere passa para o seu bebê através do seu leite.

Infelizmente, eu não tive esse prazer de amamentar, sofri muito por isso. Mas isso é assunto para uma outra postagem.

Segue agora uma figura explicativa sobre o tema.

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Bom, foi muita informação para uma postagem, mas espero ter ajudado, pois essa é a intenção. Precisando estou por aqui.

Beijo triplo!!!

By Priscylla Brasileiro.